terça-feira, 8 de outubro de 2013

POPULAÇÕES TRADICIONAIS E UNIDADES DE CONSERVAÇÃO

O artigo Correção Política e biodiversidade: a crescente ameaça das “populações tradicionais” à Mata Atlântica relata que a perda da biodiversidade não é algo novo, ocorre a mais de 40.000 anos e com o rápido crescimento da população humana, consequentemente cresceu o uso dos recursos naturais e alteração cada vez mais o ecossistema é alterado.
Olmos e colaboradores, em relação às populações tradicionais, defendem que o bom selvagem ecologicamente correto é um mito levado a sério, sendo aceito como verdade no meio universitário e incorporado pela mídia e opinião pública.
As populações tradicionais são povos que habitam em áreas geográficas particulares, demonstrando, em graus variados, uma ligação intensa com territórios ancestrais (Diegues 1996). Estes povos, segundo Olmos e colaboradores, são grandes responsáveis pela degradação da biodiversidade nas terras onde habitam, pois como qualquer ser humano, eles também utilizam dos recursos naturais para sobreviverem e por consequência, são grandes colaboradores da extinção de espécies da Mata Atlântica.
São maioria das populações tradicionais os indígenas que em nome de suas crenças, costumes e tradições, acabam por degradar o meio em que vivem. Essa população atribui o desparecimento dos recursos naturais à fatores metafísicos e não aos seu próprios hábitos. Desta forma não é favorável para conservação das Unidades de Conservação que as populações permaneçam nestas, mas sejam transferidos para áreas que não sejam áreas protegidas.
No artigo “Populações Tradicionais e a Proteção dos Recursos Naturais, de Rinaldo Arruda, defende-se um cunho social em relação à habitação das populações tradicionais nas UC”s. Nele destaca-se que é possível interagir de forma efetiva essas populações com as unidades de conservação, e que estas populações possuem um papel importante na preservação ambiental.
São relatadas algumas questões que nos mostram casos ilustrativos de desmandos e má gestão nas tentativas de realizar a manutenção de populações tradicionais nos seus territórios. Devemos ser cuidadosos ao julgar que essas populações estão propícias para preservar ou destruir seus territórios em suas práticas sociais.
É preciso que, além do interesse geral (seja ele qual for), é necessário considerar, como elemento central, as desigualdades sociais e especificidades circunstanciais envolvidas. Arruda até questiona: Enfim não são essas populações responsáveis até o presente pela conservação das áreas que agora tentamos colocar sob a nosssa proteção legal?

Há de haver essa preocupação do uso dos recursos naturais principalmente nas unidades de conservação visto que nelas estão concentradas a maior parte dos recursos necessários à nossa sobrevivência. As comunidades tradicionais são seres humanos como nós e necessitam dos recursos para sobrevivência, é preciso conscientizá-los sobre a importância de suas atitudes para conservação ou degradação do ambiente. Precisamos tratá-los com respeito e dignidade mas sem criar um falso mito de que não são capazes de destruir.



domingo, 29 de setembro de 2013

Reflexão sobre vídeos - A história das coisas e Ilha das Flores

Assistindo aos vídeos e relacionando-os com o texto A Educação Ambiental e as principais correntes, podermos perceber que a preocupação com o meio ambiente não é algo novo. Porém, como a percepção das consequências que o mal uso dos recursos naturais, a Educação Ambiental vai tomando novos rumos. No caso do lixo, que é uma produção nossa, percebemos que é um ponto com nos dois vídeos, mas se divergem em relação ao destino do lixo.
Enquanto na história das coisas o lixo é algo que queremos nos livrar, em ilha das flores o lixo é esperado como forma de sobrevivência para pessoas extremamente carentes.
Nos dois vídeos é clara a necessidade que formemos uma consciência ambiental para acabarmos com o consumismo desenfreado, influenciado pela mídia e pelo capitalismo, que atinge os recursos naturais de forma agressiva e irreparável.
https://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=ZokqG0_dXmI
https://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=8mpywFb0alU

Breve Histórico da EA

O texto A Educação Ambiental na História e suas principais correntes de Antônio Fernandes Nascimento Júnior, relata sobre o histórico da Educação Ambiental e suas principais correntes. Percebemos que a preocupação com a ação humana para com a natureza não é algo novo. Contudo, enquanto educação há muitas questões a serem repensadas como pensamento epistemológico, currículo, valores, ética, todas voltadas para formação de uma sociedade sustentável.
Em 1945, após o uso da primeira bomba atômica, a sociedade começa a perceber seu potencial para destrutivo. Em 1948, através da conferência internacional realizada na França, marcou o surgimento da União Internacional para a Conservação da Natureza que abriu caminhos para vários movimentos ambientais. Entre esses se inclui a Conferência das Nações sobre o Ambiente em 1972, em Estocolmo que também abriu caminhos para novas reflexões em torno da educação ambiental.
No Brasil, a questão ecológica começa a se fortalecer no final da década de 70. Em 1985 o MEC, através do parecer 819, reforça a necessidade da inclusão de conteúdos ecológicos na educação de 1º e 2º graus com objetivo da formação de uma consciência ecológica do cidadão do futuro. Já em 1988 a Constituição Federal dedica um capítulo ao meio ambiente, determinando que a educação ambiental deve ser promovida em todos os níveis de ensino.
Em 1992,e aconteceu a II Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento Humano, percebe-se que além da relação homem-natureza, surge a ideia do desenvolvimento econômico sustentável devido a percepção da realidade ( o esgotamento dos recursos naturais).
A partir dos movimentos ambientais, percebemos papel da Educação Ambiental como importante contribuinte na formação de uma consciência ecológica. A educação neste contexto, busca através de ações contextualizadas, integrada à diversos conteúdos, a formação do cidadão capaz as consequências das ações humanas sobre o meio ambiente e mudar suas atitudes em relação a ele.
O consumismo, incentivado pela mídia é o principal culpado pelo desequilíbrio ecológico que vivenciamos hoje. O meio ambiente sofre com isso e nós, seres humanos mais ainda. Não paramos para pensar que com o esgotamento dos recursos naturais estamos condenados a morte em vida. Roupas, sapatos, equipamentos... para que nos servirão num mundo em que não temos recursos essenciais para nossa sobrevivência?

É preciso repensar nossas ações, comportamentos e principalmente nosso modo de pensar em relação ao meio ambiente. Gestos simples como não desperdiçar alimentos, apagar a luz ao sair do quarto, comprar sem necessidade são extremamente importantes para conservação de nosso planeta. A Educação Ambiental é ferramenta importante para formação desta consciência.

Vantagens e Desvantagens da EAD

VANTAGENS E DESVANTAGENS DA EDUCAÇÃO À DISTÂNCIA

As vantagens:
A modalidade da EAD nos traz muitas vantagens, entre elas a possibilidade de interação com pessoas de diferentes localidades, culturas, raças e classe social, o que nos proporciona a apropriação do conhecimento de forma coletiva.
Além disso, tem-se a possibilidade de administração do tempo, dessa forma, os trabalhadores poderão conciliar horário de trabalho com estudo. Existem os casos em que o estudante estiver doente não ficará com falta e poderá acompanhar as aulas, as grávidas, ao saírem de licença gestação, também poderão fazer o mesmo, podendo até flexibilizar os horários de estudo conforme sua necessidade.
Outra vantagem é o uso da internet que possibilita ao cursista o acesso de diversas localidades, assim torna-se possível participar de um curso distante da localidade onde se reside, por um custo razoável.
As atividades podem acontecer de forma interativa sem que necessariamente todos estejam presentes, através de Chats em tempo real, bem como uso de outras ferramentas.
As desvantagens:
A própria possibilidade de flexibilizar o tempo nos traz uma desvantagem, pois nos dá a falsa impressão de que temos mais tempo para cumprir as tarefas. Pelo contrário, o tempo que temos que dedicar a leitura e atenção para prazos, nos toma mais tempo que a modalidade presencial visto que nesta você realiza a maioria das atividades no horário da aula.
Outro ponto é a dificuldade em definir as prioridades já que vivemos num “corre-corre” diário, com muitas coisas importantes para serem cumpridas também dentro de um prazo proposto pelo nosso trabalho, além das dificuldades pessoais de cada um. Isso faz com que a interação, em tempo real, entre os alunos se torne mais difícil já que cada um tem seu tempo e precisa flexibilizá-lo conforme sua necessidade.
Algo muito importante são os equipamentos utilizados de informática para realização do curso (acesso, conhecimento básico, adequação) o que poderá desmotivar a participação do cursista.


terça-feira, 17 de setembro de 2013

Educação à Distância e Grupos Virtuais de Aprendizagem

Os textos tratam da educação à distância, no que tange o perfil do aluno virtual, bem como deve ser sua postura no decorrer de um curso, tanto nas atividades individuais e nas atividades de grupo.
A modalidade à distância proporciona a possibilidade de criar o próprio horário de estudo e o fato de não termos que cumprir um horário diário fixo nos causa a falsa sensação de que um curso a distância é mais fácil de concluir.
Ao contrário, nessa modalidade o tempo que se deve dedicar em leituras e atividades do curso é maior que o tempo que se passa em um curso presencial. Sendo aluno deverá ter disciplina em relação à organização do tempo ou então não conseguirá concluir com êxito seus estudos.
Para isso é necessário que o aluno virtual estabeleça quais seus objetivos em relação ao curso, assim saberá quis serão as prioridades, distinguindo o que é importante do que é urgente e como consequência terá seu tempo organizado. Este tempo deverá ser flexível, pois o curso on-line ocorre num tempo real. Com a organização do tempo, torna-se possível a formação de comunidades de aprendizagem virtual, pois todos estarão envolvidos no processo.

Nessas comunidades, apesar da interação acontecer por intermédio de computadores, o professor continua a definir e dirigir o conteúdo do curso, a diferença está no fato de que a exploração do conteúdo acontece de forma coletiva e cada aluno busca seu interesse. O mais importante disso tudo é que o conhecimento acontece de forma colaborativa entre alunos e professores.
No ciberespaço o ensino a distância pode favorecer àqueles alunos que tem grande potencial, mas esbarra na timidez em expor suas ideias durante um debate, mas corre-se o risco que outros mais extrovertidos deixem de participar já que na modalidade a distância ainda prevalecem os textos sobre os encontros dos alunos.
Para que o ambiente de aprendizagem on-line se torne mais agradável é necessário que se crie a sensação que o grupo está trabalhando em conjunto em tempo real, para isso o curso deverá permitir o uso do Chat.
Quando a comunicação entre os alunos acontece através dos computadores somos privados de sinais físicos da comunicação, porém em contra partida, amplia-se as interações pessoais, independente da distância e classe social.
Sendo assim, nos ambientes de aprendizagem virtual, constrói-se relacionamentos pessoais com qualquer pessoa, produzindo conhecimento de forma coletiva, tornando eficaz a modalidade de educação à distância.

Marta Vasconcelos
Aluna curso de Pós-Graduação em EAD UFLA